OLINDA LINDA
Os caminhos abrem-se
claros e precisos
a solidão transborda das casas vazias
Casario emparelhado
paredes caiadas
multicoloridas
janelas fechadas
igreja fechadas (isoladas, imaculadas)
Olinda
cidade alta
Nas ruas desertas
As pedras trilhadas
das gentes ausentes
O silêncio
O frescor da brisa vinda do mar
Soprando pelas encostas
Caminhar solitário
o tempo passando
Sol a pino
A gente escondida no fundo das casas fechadas
No topo, no alto da Sé
os vendilhões
do templo
o abandono
O monstro erguido
A obra dita de arte
Caixa d’água
Ao sopé a cidade que se esconde
ao longe Recife
o mar
verde, calmo, silencioso
Olinda, cadê seu sorriso?
Sua gente?
(Do carnaval, das festas,
de suas invasões, não quero saber.
Quero seu coração
sua alegria da gente escondida)
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